terça-feira

Varal de ideias


Nesta tarde o sol alinhavou ideias esfriadas,
Contidas nas gavetas escuras de dentro...
Elas saíram uma a uma enfileiradas por um fio de calor humano...
Varal de ideias que ao invés de secarem,
Molharam-se da chuva de expectativa que caía na cabeça sem parar...
Depois o sol se pôs.
O varal ainda está lá, segurando.
As ideias também, ainda gotejando.
Quando o vento da vontade bater,
Certamente as ideias, passivas e penduradas, voarão sem querer.
Para onde elas vão é que não dá prá saber,
Muito menos o que pode acontecer!
Já pensou se o varal não aguenta
E com o peso arrebenta
Fazendo cair as ideias, agora mais sedentas?
É melhor reforçar o varal
Limpar bem o seu quintal
Prá garantir uma segunda chance.
Se a ideia cair, não precisa se afligir
Caia junto e junto se levante!
Pendure as ideias de volta
E você vai perceber algo intrigante:
Depois de uma queda, nenhuma ideia, nenhum ser humano,
Pensa e vive como antes...




                  



4 comentários:

  1. Sandrinha, lindo poema! Parabéns, poetisa!

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    1. Rê linda, obrigada! Balde combina com varal... hehehehe!

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  2. quando eu era quase uma criança pequena lá em barbacena (rs), tínhamos uma publicação mimeografada voltada para a literatura chamada O Varal. e que dava imensa alegria fazer parte.

    era bem isto que você postou aí... um varal de idéias (e sentimentos e o que mais coubesse)...


    registro o meu abraço. voltarei aqui.

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    1. Que honra! E que lindo compartilhar desse varal que nunca se desprende... Volte sempre e seja muito bem vindo! ;-)

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