quinta-feira

Enquanto isso na Estação da Luz...


Uma mulher de cabelo roxo lê um livro
Um camundongo passeia pelo trilho
Yann Tiersen no meu fone, evoca solidão...
Um casal se beija
Alguém grita: VAI CURÍNTIA!
Um moço me olha
Uma criança chora
Duas garotas gargalham
Eu escrevo.
Penso na vida,
Enquanto o trem não chega...

sábado

O mágico da noite...


Toda pele deseja
Toda boca espera
Todo olhar alcança
O toque
O beijo
O outro.
Nada que foi
De novo será
Tudo que vem
Um dia irá
Só o céu pode deter
A cor do arco íris
Arco feito de magia
Sombra invisível da felicidade
Lembrança bordada de sorriso
A noite repinta o teto da saudade
E cai adormecida

Sábado!

Sábado! É dia de arrumar a casa,
Lavar a roupa, lavar a alma!
É dia de sair do tédio da semana
Ficar com quem se ama
Brincar de ciranda

Sábado! É dia de jogar fora
Toda a bagunça do mês
Tomar sorvete, ver filme a três:
Eu, você e a gente
Todo mundo sente
Que é dia de ser feliz

Sábado! Tomara que não chova
Prá gente ir prá cachoeira
Cantar na estrada, subir ladeira
Deitar na grama, falar besteira
E fotografar nossa brincadeira

Sábado! No rádio toca samba, bolero e rock
A gente dança qualquer música
Qualquer som que toque
Sorrindo com o copo na mão
Brindando nossa união

Sábado! É dia de festa no vizinho
A gente dá um jeitinho
De sair de fininho, ficar num cantinho
E apreciar nosso vinho

A gente se olha depois da briga
Deita um no outro e não diz nada
Afinal é sábado!
E a gente tem mais uma rodada
Da ciranda, da cerveja, do desejo
Deixa isso prá lá vem me dar um beijo
Antes que o sábado acabe
Vem prá cá que com você todo dia é sábado!
Todo dia com você é de felicidade!