terça-feira

Gaiolice alheia...



Almoço. Passei pela Praça da Sé e avisto uma gaiola pendurada numa árvore.
Não me contenho e obviamente me aproximo.
Ao lado uma moça simpática fazendo origamis.
Pergunto do que se trata, ela diz:
- É uma troca. Vc abre a gaiola e diz um sentimento, fecha a gaiola e em troca eu te dou uma carta em forma de origami.
Eu digo:
- Que lindo...
Vou lá, abro a gaiola e digo meu sentimento.
Ela me entrega meu origami e me explica que esta gaiola será levada ao topo de uma montanha e lá, será aberta para libertar essas palavras...
Onde? Nos Andes!
Falo rapidamente da minha "Gaiolice" e ela gosta da história...
Seu nome é Marina Weis e ela fez meu dia mais poético...

Agora eu penso: se desfizer o origami posso ler a carta, mas perco a forma... Se deixá-lo intacto, não saberei que palavras estão ali e o que elas podem me dizer...
Trata-se então de lidar com uma vontade que passa pela decisão do sim ou não, talvez aqui não cabe...

As gaiolices não terminarão... Enfim.