segunda-feira

Na Virada Cultural

No meio da bagunça não é que pinta um poema?

Eu vi maçãs no corpo da bailarina
Vi um pomar inteiro
Vi formas e cores
Alimentando meu espírito...
Eu vi equações no corpo do bailarino
Vi recortes e rupturas
Vi e entendi a geometria
Combinada com essência...
Os saltos me levaram prá perto
A música me levou prá longe
Eu vi uma selva de gente caindo
De gente dançando prá vida e prá morte
De gente dançando prá todo mundo
Prá mim que levei a sério
Pro outro que tava passando
E esperou um pouco prá entender a poesia do movimento...
Eu vi a arte do corpo acontecendo
Músculo e suor
Quanta beleza!
E o tema da natureza pulsando
Os animais que são fortes
São os mais lindos e intrigantes...
Homem que some na coxia do palco
Mulher que sobrevoa o chão de linóleo
Os animais mais lindos daquela noite...

Poema retrátil para a coreografia “O animal mais forte do mundo” da Cia Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira.


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