quinta-feira

Sonhando...

“se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito... Que você está me esperando voar, mas como chegar até as nuvens com os pés no chão?”


Sonhando...


O mundo é um engolidor de sonhos...

Onde será que os sonhos são vomitados?
E depois de postos prá fora, ainda são sonhos?
Será que foi por isso que um dia alguém disse que o mundo era cruel?
Os sonhos são alimentos para continuarmos aqui, sem desistir...

Por isso eu amo aquela música...

quarta-feira

Escalas

Escalas da experiência 


Do nostálgico á clausura
Da dor ao suspiro
Do suspiro ao grito
Da ignorância á evolução
Da falta ao excesso
Do desgaste á abundância
Do lamento á resignação
Da fúria ao moroso
Da paixão á renúncia
Do solene ao ostracismo
Da mágoa á condenação
Do prazer á saudade
Da saudade ás lágrimas
E do amor ao amor
Sempre de volta ao amor...

segunda-feira

Na Virada Cultural

No meio da bagunça não é que pinta um poema?

Eu vi maçãs no corpo da bailarina
Vi um pomar inteiro
Vi formas e cores
Alimentando meu espírito...
Eu vi equações no corpo do bailarino
Vi recortes e rupturas
Vi e entendi a geometria
Combinada com essência...
Os saltos me levaram prá perto
A música me levou prá longe
Eu vi uma selva de gente caindo
De gente dançando prá vida e prá morte
De gente dançando prá todo mundo
Prá mim que levei a sério
Pro outro que tava passando
E esperou um pouco prá entender a poesia do movimento...
Eu vi a arte do corpo acontecendo
Músculo e suor
Quanta beleza!
E o tema da natureza pulsando
Os animais que são fortes
São os mais lindos e intrigantes...
Homem que some na coxia do palco
Mulher que sobrevoa o chão de linóleo
Os animais mais lindos daquela noite...

Poema retrátil para a coreografia “O animal mais forte do mundo” da Cia Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira.